SELIC
A taxa básica de juros da economia, definida pelo Copom a cada 45 dias.
É o preço do dinheiro no Brasil: quando sobe, todo crédito fica mais caro; quando cai, bancos conseguem emprestar por menos. Toda proposta de empréstimo parte dela e soma o custo de captação, o risco do cliente e a margem da instituição.
CDI
A taxa dos empréstimos de um dia entre bancos, quase colada na SELIC.
Serve de régua para operações pós-fixadas: um crédito a “CDI + 0,5% a.m.” sobe e desce junto com a política monetária. Compare sempre o percentual acima do CDI, e não só a parcela inicial.
IPCA
A inflação oficial do Brasil, medida pelo IBGE.
Mostra quanto os preços ao consumidor subiram em 12 meses. Em contratos de crédito longo (home equity, consórcio), é o indexador que corrige o saldo devedor: a parcela cresce conforme a inflação, mesmo que a taxa contratada não mude.
INCC
A inflação da construção civil, calculada pela FGV.
Acompanha o custo de material e mão de obra de obra. Corrige imóveis comprados na planta e grupos de consórcio imobiliário — costuma correr acima do IPCA em ciclos aquecidos, encarecendo o saldo devedor.
Dólar / PTAX
A cotação oficial do dólar divulgada pelo Banco Central.
É a referência para contratos indexados em moeda estrangeira, importações e operações de comércio exterior. Alta do dólar pressiona a inflação e, por consequência, os juros do crédito interno.
Euro
A cotação oficial do euro divulgada pelo Banco Central.
Usada em contratos, remessas e negócios ligados à Europa. Como o dólar, funciona como termômetro de risco: em momentos de incerteza, o real se desvaloriza frente às duas moedas ao mesmo tempo.
Crédito PF com garantia
A taxa média que as pessoas físicas realmente pagam quando dão um bem em garantia.
Publicada pelo Banco Central a partir das operações efetivamente contratadas no país. É o melhor parâmetro para saber se a proposta que você recebeu está cara ou barata em relação ao mercado.
Taxa de administração do consórcio
O que a administradora cobra para gerir o grupo — o “custo” do consórcio, já que não há juros.
Vem expressa como percentual sobre a carta de crédito e é diluída nas parcelas ao longo do prazo. Em imóveis fica tipicamente entre 18% e 26% do total; em veículos, entre 15% e 22%. Some ainda fundo de reserva e seguro para comparar com um financiamento.
LTV (Loan to Value)
A proporção entre o crédito tomado e o valor da garantia.
Um imóvel de R$ 800 mil com empréstimo de R$ 320 mil tem LTV de 40%. Quanto menor o LTV, menor o risco para quem empresta e melhor a taxa oferecida. Em home equity o teto costuma ser de 50% a 60%; em auto equity pode chegar a 90% da FIPE.
CET (Custo Efetivo Total)
Tudo que o crédito custa por ano, não só os juros.
Reúne juros, tarifa de cadastro, avaliação da garantia, seguros, cartório e IOF em uma única taxa. É o único número que permite comparar propostas de bancos diferentes de forma honesta — exija sempre o CET por escrito.
IOF
Imposto federal cobrado sobre operações de crédito.
Incide como percentual fixo sobre o valor liberado mais um percentual diário limitado a 365 dias. É debitado logo na contratação, normalmente somado ao valor financiado, e por isso aparece no CET.
Amortização SAC
Sistema em que a parcela começa maior e cai todo mês.
A parte que abate o principal é constante, então os juros diminuem com o tempo. Paga-se menos juros no total que na Tabela Price, mas exige mais renda no início do contrato.
Tabela Price
Sistema de parcelas fixas do começo ao fim.
Facilita o planejamento porque a prestação não muda em termos nominais, mas nos primeiros anos quase tudo que você paga é juro — amortiza pouco. É o padrão em auto equity e crédito pessoal.
Alienação fiduciária
A garantia fica no nome do credor até você quitar.
Você continua usando o imóvel ou veículo, mas a propriedade é transferida em garantia. Por reduzir muito o risco de perda do banco, é o que permite as taxas mais baixas do mercado de crédito com garantia.